Regimento Passe
 

 

Aprovação CAD:

Data: 29/08/04

Aprovação CRA:          

Data: 03/10/2004

Aprovação AGF:

Data:

 

 

  • 1.      FINALIDADE DO REGIMENTO INTERNO

Regulamentar o funcionamento dos trabalhos de Passes levados a efeito nas atividades do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla – Grupo Scheilla.

 

  • 2.      FINALIDADE DA ATIVIDADE

"Passe é o exercício da medicina da alma na extensão do alívio ou da cura da dor, dor esta que se manifesta na forma de alarme ou emergência no império do organismo humano”. Espírito André Luiz

“Transfusão de energias fisio-psíquicas, onde o médium cede de si mesmo em benefício de alguém necessitado”. Espírito Emmanuel

 

  • 3.      ÁREAS EM QUE SE APLICA ESTE REGIMENTO INTERNO
  • ·        Todas as Coordenações das Equipes de Passe
  • ·        Todos os Fraternistas

 

  • 4.      OUTROS DOCUMENTOS RELACIONADOS COM A ATIVIDADE
  • ·        Estatuto Social

 

  • 5.      DEFINIÇÃO DE TERMOS E SIGLAS
  • ·        ASSOCIADO OU FRATERNISTA: Trabalhador do Grupo Scheilla, devidamente cadastrado ou não, nos termos do Estatuto Social
  • ·        RI  - REGIMENTO INTERNO
  • ·        PASSE LONGITUDINAL: Passe com movimentos longitudinais
  • ·        PASSE TRANSVERSAL: Passe com movimentos transversais
  • ·        PASSE ROTATÓRIO OU CIRCULAR: Passe com movimentos rotatórios

 

  • 6.      DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE

 

    • 6.1             DA COORDENAÇÃO DOS TRABALHOS DE PASSE

 

      • 6.1.1       Será constituída de 2 (dois) fraternistas indicados pela Coordenação de Educação Espírita – EDU/CAD ao Conselho de Administração-CAD, para exercerem a função de Coordenador Titular e Coordenador Suplente, por período coincidente com o mandato dos Coordenadores do CAD. O Coordenador Suplente exercerá todas as atividades concernentes ao Coordenador Titular, além de substituí-lo quando necessário.

 

 

 

    • 6.2             DAS ATRIBUIÇÕES DA COORDENAÇÃO  DOS TRABALHOS DE PASSE

 

      • 6.2.1       Confirmar e/ou substituir os coordenadores e suplentes das equipes de Passe, objetivando o bom andamento dos trabalhos e a renovação de valores;

 

      • 6.2.2       Coordenar as atividades da área, supervisionando as equipes de Passe;

 

      • 6.2.3       Promover no mínimo 4 reuniões por ano com as equipes responsáveis pelos turnos, visando ao aprimoramento permanente e o bom andamento da tarefa;
      • 6.2.4       Incentivar a participação dos Coordenadores de cada turno nos eventos que visam a reciclar conhecimentos, posturas na tarefa e prática;
      • 6.2.5       Manter atualizado o cadastro de Coordenadores Passistas da Instituição;
      • 6.2.6       Encaminhar ao ROE as Orientações Espirituais solicitadas pelos Coordenadores de cada turno;
      • 6.2.7       Apresentar a EDU/CAD o relatório  de atividades da Coordenação, anualmente ou quando solicitado;
      • 6.2.8       Supervisionar a formação de novos Passistas, no decorrer dos Ciclos de Estudos sobre Passes;
      • 6.2.9       Participar de reuniões ordinárias e extraordinárias da EDU quando convocada.
      • 6.2.10  Coordenar o cadastramento dos fraternistas tarefeiros e encaminhar à Secretaria do Grupo Scheilla.

 

    • 6.3             DAS ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR DE CADA TURNO DOS TRABALHOS DE PASSE

 

      • 6.3.1       Zelar pelo bom andamento do trabalho no seu turno, garantindo o melhor desempenho e a uniformidade da tarefa;
      • 6.3.2       Atentar para as situações que ocorrem na Cabine de Passes e no recinto das Reuniões Públicas, com vistas a adotar as medidas emergenciais que se façam necessárias;
      • 6.3.3       Não exercer cumulativamente a função de Passista no turno sob sua direção;
      • 6.3.4       Zelar para que o trânsito dos Coordenadores e auxiliares ocorra de forma discreta;
      • 6.3.5       Preparar futuros Coordenadores; incentivar a equipe ao estudo; saber delegar, ouvir e ser ouvido; ter dinamismo e paciência; capacidade de diálogo; perseverar nas dificuldades, respeitando os Regulamentos da casa;
      • 6.3.6       Procurar resolver as situações de seu turno; não conseguindo, entrar em contato com a Coordenação dos Trabalhos de Passe;
      • 6.3.7       Providenciar e manter atualizado, anualmente, o cadastro de Passistas da equipe;
      • 6.3.8       Solicitar ao ROE, através da Coordenação dos Trabalhos do Passe, anualmente ou quando necessário, Orientações Espirituais para os tarefeiros;
      • 6.3.9       Incentivar a participação de todos os Passistas nos eventos que visam reciclar conhecimentos e posturas na tarefa;
      • 6.3.10  Manter o controle da freqüência dos tarefeiros da equipe.
      • 6.3.11  Supervisionar os candidatos a passista.

 

    • 6.4             DOS REQUISITOS PARA A ADMISSÃO NA TAREFA

 

      • 6.4.1       Ser membro efetivo  das atividades assistenciais da Instituição;
      • 6.4.2       Ter concluído os módulos I, II e III do Ciclo de Estudos do Grupo Scheilla. Excepcionalmente serão admitidos tarefeiros que estejam cursando o Módulo III, a critério da Coordenação dos Trabalhos do Passe, visando atender as demandas apresentadas;
      • 6.4.3       Ter concluído o Ciclo de Estudos sobre Passes do Grupo Scheilla e submeter-se a avaliação do ROE;
      • 6.4.4       Ao Passista egresso de outra Instituição será permitido colaborar na tarefa de Passes, desde que preencha os requisitos estabelecidos neste Regimento  passando por treinamento  e por avaliação do ROE. Somente após será encaminhado para a tarefa do Passe;
      • 6.4.5       Desfrutar de boa saúde física, mental e ter controle emocional;
      • 6.4.6       Cultivar bons hábitos e ter superado os vícios do fumo, do álcool, das drogas;
      • 6.4.7       Cultivar a fé, a simplicidade, a discrição e a boa vontade, não descuidando da reforma íntima;
      • 6.4.8       Ter conhecimento prévio e se comprometer a zelar pelo atendimento das normas constantes deste Regimento Interno.
      • 6.4.9       O candidato a passista deverá cumprir um estágio supervisionado de no mínimo 02 (duas) semanas, na mesma equipe de passes, a título de adaptação.

 

    • 6.5             DAS CONDIÇÕES GERAIS PARA APLICAÇÃO DE PASSES

 

      • 6.5.1       Deverão ser aplicados em recinto próprio da Instituição contíguo ao da Reunião Pública ou, nas emergências, em locais reservados ou pré-determinados pela Coordenação dos Trabalhos do Passe. Não haverá aplicação do passe em público;
      • 6.5.2       Serão ministrados observando o horário de início e de término das Reuniões Públicas;
      • 6.5.3       A cabine de Passes deverá primar pela simplicidade; com luminosidade discreta e leve. O silêncio no recinto constituirá sempre imperioso procedimento (cabine e antecabine);
      • 6.5.4       Será aplicado com o paciente convenientemente assentado;
      • 6.5.5       Pacientes apresentando dispnéias, crises histéricas ou obsessivas, ou mal estar súbito, deverão ser encaminhados a uma sala contígua para recuperação e atendimento em equipe. Caberá ao passista, em nível de recurso, induzir o paciente ao despertamento e controle das próprias emoções, sem que haja perturbação no desenvolvimento dos trabalhos gerais;
      • 6.5.6       Não precisa ter seu tempo cronometrado; todavia a sua duração guarda relação direta com a necessidade do paciente. O passista deverá estar atento para não se demorar na aplicação do passe e nem ser rápido demais;
      • 6.5.7       Pacientes que favorecem o transe mediúnico durante o passe deverão ser orientados pelo Coordenador a procurarem o Atendimento Fraterno Espiritual da Instituição;
      • 6.5.8       Passes serão individuais ou em equipe, ambos de magnetismo humano-espiritual.

 

    • 6.6             DOS PROCEDIMENTOS RELATIVOS AOS PACIENTES

 

      • 6.6.1       Não haverá fila no salão para receber o passe, cabendo aos pacientes permanecerem assentados e assistindo à Reunião Pública;
      • 6.6.2       Aplicar-se-ão, inicialmente, passes nas crianças, com prioridade àquelas portadoras de Orientação Espiritual.
      • 6.6.3       Serão atendidos sucessivamente:
  • a)     Pacientes portadores de anormalidades psíquicas e/ou distúrbios orgânicos ostensivos;
  • b)     Portadores de Orientação Espiritual;
  • c)      Os que se julgarem necessitados e que solicitarem poderão ser atendidos,     caso haja disponibilidade de passistas;
      • 6.6.4       Os freqüentadores da Reunião Pública, não serão convidados a receber o passe;
      • 6.6.5       Pacientes que recebem passes todas as semanas devem ser orientados, pelo Coordenador, a solicitar Orientação Espiritual.

 

    • 6.7             DOS PROCEDIMENTOS RECOMENDÁVEIS AOS PASSISTAS

 

      • 6.7.1       Controlar qualitativa e quantitativamente a alimentação, principalmente no dia da tarefa;
      • 6.7.2       Caberá ao passista, ao perceber que o paciente encontra-se desconcentrado, convidá-lo à meditação íntima ou pedir-lhe que ore a Jesus;
      • 6.7.3       Durante a tarefa, o passista deverá manter-se em prece e sempre em silêncio;
      • 6.7.4       Não é necessário tirar sapatos, relógios, alianças, níqueis ou outros objetos de metal que tragam consigo, pois estes não interferem no processo de transfusão de energias;
      • 6.7.5       Não tocar ou passar as mãos no corpo do paciente;
      • 6.7.6       Não ministrar o passe quando em transe mediúnico;
      • 6.7.7       Deverá aplicar o passe de olhos abertos, possibilitando a interferência rápida no caso de o paciente ser acometido de súbito transe ou mal estar;
      • 6.7.8       O passe em equipe somente será aplicado com indicação de Orientação Espiritual;
      • 6.7.9       Não será aplicado, no âmbito do Grupo Scheilla, o passe coletivo;
      • 6.7.10  O passista poderá aplicar um número de passes compatível com sua disposição de doar;
      • 6.7.11  Deve manter-se em prece e em estado de concentração mental;
      • 6.7.12  A cabine de Passes comporta número determinado de passistas no exercício da tarefa. Quando o número de passistas superar a capacidade da cabine, sugere-se o revezamento entre eles;
      • 6.7.13  Serão evitadas preces em voz alta, gestos excessivos, suspiros, bocejos, esfregação de mãos, estalidos de dedos e braços estendidos na vertical;
      • 6.7.14  Os gestos deverão ser leves e equilibrados a fim de não perturbar a concentração mental do receptor das energias;
      • 6.7.15  Não deverá haver diálogo entre passista e paciente, no ato do passe, salvo o estritamente necessário;
      • 6.7.16  Deverão ser observados os requisitos de disciplina, assiduidade e pontualidade no exercício e no estudo que acontece antes da tarefa, consciente de suas responsabilidades;
      • 6.7.17  O passista não poderá aplicar o Passe segundo a sua concepção, método ou estilo pessoal, mas cumprindo as instruções contidas neste Regimento;
      • 6.7.18  Quando estiver enfermo, em tratamento espiritual ou com indicação para receber passe, o passista não deverá aplicá-lo, não acumulando a dupla posição - passista / paciente;
      • 6.7.19  Não será permitido ao passista a escolha do paciente e nem a este a escolha do passista;
      • 6.7.20  Nos casos de transes mediúnicos, deslocar o paciente de imediato, para a sala de recuperação, onde será atendido por equipe formada pela coordenação dos trabalhos. Deverá ser pronunciada, em voz  perceptível, uma prece, por um dos componentes da equipe, seguindo-se  a aplicação de passes dispersivos e induzindo o paciente ao despertamento com comando oral e estímulos fraternos.

 

    • 6.8             DOS PASSES

 

      • 6.8.1       Etapas do Passe:

     a)  Dispersão dos fluidos;

     b)  Concentração dos fluidos, que se constitui em  doação.

     c)   Redistribuição longitudinal, harmonizando a camada fluídica;

      • 6.8.2       As três etapas do Passe compreendem 04 (quatro) fases distintas:

a)  Iniciar-se com  a dispersão dos fluidos;

 b) Impor as mãos sobre o centro de força frontal em busca de  sintonia;

 c)  Caso seja o passe rotatório ou circular, conservar uma das mãos sobre o              frontal e levar a outra mão sobre cada centro de força ou determinadas regiões, de acordo com a intuição ou com Orientação Espiritual, no sentido horário. Sendo o passe longitudinal de concentração, mentalizar a harmonização  de fluidos;

     d)   Encerrar o passe com redistribuição longitudinal e  harmonização;

      • 6.8.3       Não ocorrendo ao passista a intuição sobre a conveniência de aplicação de outra modalidade, o passe longitudinal atenderá a todas as necessidades. Os passes longitudinais podem ser de dispersão como também concentradores de energia; a diferença entre eles se dá na movimentação das mãos (longitudinal de dispersão o movimento é rápido; longitudinal de concentração e harmonização o movimento é lento);
      • 6.8.4       Evitar o passe circular sobre o centro coronário, a fim de não favorecer o transe mediúnico.

 

    • 6.9             DO PASSE EM EQUIPE

 

      • 6.9.1       Será aplicado por dois ou mais passistas para o atendimento de um paciente;
      • 6.9.2       Observará os seguintes procedimentos:
  • a)     Os passistas ficarão dispostos em torno do Paciente;
  • b)     Enquanto um passista aplica o Passe, os demais permanecem, em prece, com as mãos estendidas ao lado do paciente;
      • 6.9.3       O Passe em  domicílio, nos doentes e acamados ou impossibilitados de comparecer às reuniões, constitui tarefa de equipe a ser desenvolvida sob orientação da Coordenação de Visitação Fraterna (CVF/ASE).

 

 

  • 7.      REGISTROS GERADOS

 

Nome

Quem Gera

Quem arquiva

Onde arquiva

Tempo de arquivo

Indexação

Disposição

Relatório de passes diários

 

CTP/EDU

 

CTP/EDU

Armário do passe

 

1 ano após última atualização

Data

Rasgar

 

 

  • 8.      REVISÕES

 

Revisão

Aprov. CRA

Aprov. AGF

Descrição

0

-

-

-

 

Belo Horizonte, 12 de Março de 2005

 

 

 

Daltro Rigueira Vianna

Coordenador Geral