Mais que livros

Feira do Livro do Grupo Scheilla promove reflexão sobre temas fundamentais da Doutrina.

Célia Diniz discorrendo sobre a vida após a separação do corpo

De 19 a 28 de novembro, o Grupo Scheilla promoveu um de seus eventos mais esperados do ano: a Feira do Livro Espírita. O que atrai o público para o evento não são apenas os excelentes preços das obras (que chegam a ser vendidas com até 60% de desconto), mas, principalmente, a rica programação de palestras.

Ao longo da Feira, foram 33 palestras sobre temas diversos, que puderam ser assistidas no Grupo Scheilla e na Casa Espírita André Luiz,
durante o período da tarde e da noite, de segunda a sexta-feira e nos finais de semana. A variedade de temas e opções de horário também
tornam a Semana do Livro um evento democrático, acessível a todos os públicos, com disponibilidade e necessidades diferentes. Esse
foi um fator determinante para que as irmãs Cássia Patrícia Lucílio e Mônica Auxiliadora Lucílio de Carvalho visitassem a Feira e assistissem à palestra Causa e Efeito, baseada no livro Ação e Reação. “Como moro em Contagem, ficaria mais difícil participar do evento durante a noite. Aproveitei para comprar alguns livros para dar de presente de Natal”, contou Cássia.

Todos os encontros proporcionaram aos visitantes momentos de alegria e reflexão mas, especialmente este ano, uma palestrante tocou o coração dos visitantes por meio da sensibilidade de seu relato. Foi Célia Diniz que palestrou sobre dois temas igualmente comoventes: Vencendo a dor da morte, às 15h, e Minhas Experiências com Chico Xavier, às 19h, ambas no dia 23 de novembro. No primeiro encontro, a palestrante contou a experiência ao perder os filhos e como a fé a fez perceber que aquela dor serviria para consolar outros corações. Célia falou do amor de mãe e de como Chico Xavier e a Doutrina Espírita tiveram papel fundamental para que
ela tivesse compreensão e entendimento nos momentos mais difíceis. Para a fraternista Marízia Almeida, que esteve na apresentação da tarde, foi uma palestra de grande valor espiritual.  “Serviu para nos dar esperança, era possível perceber fé e amor em tudo que ela nos falava. Célia é pessoa de grande simpatia, simplicidade, firmeza nas palavras, forte, atenciosa com todos e nos transmite grandeza de espírito!”, declarou a fraternista.

Sobre suas experiências com Chico Xavier, Célia narrou, logo no início da apresentação que, ao ouvir um hino entoado pelo Coral Scheilla, teve seu primeiro contato com o Grupo. Ela rememorou o Reveillon de 1983, passado em Pedro Leopoldo com Chico Xavier. Ela sofria a perda recente de seu filho e, lá fora, por não ter mais
espaço dentro da casa espírita, o Coral Scheilla fazia uma homenagem a Chico. “Ao me aproximar de Chico, senti o perfume de rosas tão próprio do querido espírito mentor. Naquele momento, eu não sabia o que ele significava, só fui entender esse fenômeno quase 50 anos depois”, contou a palestrante. Célia também falou da humildade daquele homem franzino que veio à Terra para servir e de seus inúmeros exemplos de grandeza. A palestrante chegou a dizer que, quando Chico não concordava com algo que não era tão relevante, não falava diretamente com a pessoa para não desencorajá-la ou entristecê-la. Ele usava a expressão “que beleza!” para se manifestar sobre assuntos que não valia à pena polemizar. Entretanto, quando o tema envolvia decisões importantes, ele era firme e ativo. “Desde muito pequena tive contato com Chico, mas hoje percebo que eu não consegui captar nem um pouco da grandeza de tudo que ele representou. Eu realmente não me dei conta da intensidade daquela alma, não tive a condição de perceber nem uma pequena parte daquele espírito. Não fui amiga de Chico, mas, sim, uma discípula, relaxada!”, conta Célia, com bom humor.

Célia afirmou que buscou relatar em seu livro Vencendo a dor da Morte a essência de seus aprendizados por meio de experiências muitas vezes difíceis. Ela recorda sempre o semblante alegre de Chico ao servir. “Não espero que quem que leia meu livro pare de sofrer a dor da perda, mas que entenda o processo e se console
um pouco. Escrevi um livro para pessoas que estão em busca de respostas e não é apenas para espíritas, mas para qualquer pessoa que esteja passando por um momento doloroso”, afirma a palestrante.

Clarissa Maia assistiu, entusiasmada, à palestra de Célia. Ela está na Doutrina há apenas um ano e diz que foi ao Grupo Scheilla sem saber que estava acontecendo a Feira do Livro. “Acho que eu ter vindo aqui hoje foi uma excelente surpresa. Estou na Doutrina há pouco tempo e tenho encontrado nela todas as respostas que tenho buscado. O que eu desejo é plantar minha semente com tudo que tenho aprendido”, relata, emocionada.

Para o coordenador geral do grupo Scheilla, Antônio Carmo Rubatino, a Semana do Livro foi uma importante oportunidade de aprendizado e disseminação dos ensinos cristãos. “Os resultados contribuem para o êxito da assistência social espírita do Grupo Scheilla, apoiando o Cristo no Seu projeto de construir aqui um Mundo melhor para todos”, avaliou.

Público marcou presença no salão principal do Centro Oriente